segunda-feira, 6 de junho de 2011

Só por um dia...


Quando lembro-me de teu corpo quente
Forço a controlar-me os impulsos
Pois acende-me o desejo convulso
De penetrar na tua carne, os dentes

Minha pele se recorda com saudades
Do contato de nossa pele
Insistindo ardentemente que nos vele
E que Deus de mim tivesse piedade

Essa tua boca que tanto beijei, sereno
Vagarosamente sugava todo teu sabor
Deixava-me em delicioso torpor
Ah, como era gostoso provar do teu veneno

O sal do teu suor que me escorria
Laváva-me a alma, adentrava-me o coração
Entregava-me por inteiro sem nenhuma exceção
E te amava mais, e com demasia
Nossa, quanta alegria!
Pena que durou apenas um dia!

Ainda hoje meu corpo sente saudades
Meu tato registrou-te por inteiro
Teu abandono foi um tiro certeiro
Deixas-te-me completamente pela metade!


                                                      (Gustavo Leão)

Às Virgens Inocentes


Quero avisar-te, carissimo leitor
Como é perigoso se estar apaixonado
Disso tudo já estou acostumado
Essa cegueira será sempre o teu terror

Primeiro chegará com palavras doces
Tentará infiltrar teus pensamentos
Fazer-te crer q findou teu sofrimento.
Antes se isso tudo verdade fosse

Depois inicia-se com entrega de flores
Surpresas e cartas de amor
Dentro esconde sempre a mascara da dor
Palavras que dispersam como vapores

Logo em seguida te engana com promessas
Inocente, se derretirás com suas mentiras
Não percebe que no fundo ele fingira
E então, te entregarás logo, depressa

Ocorre o que eu mais aqui avisava
E chegamos à parte mais perigosa
Ocorre então aquela transa gostosa
Pois teu corpo era o que ele mais almejava

Tua inocencia so te deu prejuizo
A conquista é o que ele mais deseja
Ao concluir o ato, ele te apedreja
E se desfaz de todo compromisso

No fim ficarás a sofrer na amargura
Será revelado então, todo mistério
Você levava isso tudo a sério
Ele queria apenas uma aventura

Seu coração dividido por outros homens
Que pela impossibilidade de ter
Desconta seus desejos em você
Logo depois, faz  as malas, depois some

Foi você quem decidiu entregar a sua mão
Foi idiota, caiu de novo nesse esquema
Por isso estou te escrevendo este poema
Porque eu mesmo já aprendi esta liçao!

                                             (Gustavo Leão)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Conselho



Meu irmão, tirai a angústia de teu rosto
Percebeis que a vida é um mistério
Nossa única certeza é o cemitério
Não vale a pena viver com o desgosto

Faça-te a vida valer a pena
Aproveitas, então, todo tempo que resta
Torne-se o teu dia uma festa
Ponhas a tristeza de quarentena

O medo jamais será teu aliado
Te aprisionou nesta cerca de dores
Impede-te de viver os amores
E assim jamais se sentirás amado

Não tenhas medo de abrir a tua mão
Sejas bondoso com teu coração
Tenhas coragem e siga em frente
Nós que fazemos a felicidade da gente

Divorcie-se do teu pessimismo
Vejas a vida com mais clareza
Entao finalmente, terás a certeza
Que quando há amor, nao existe abismo!

                                 (Gustavo Leão)

terça-feira, 31 de maio de 2011

Oh, Solidão




Tao triste meus caminhos foram, oh Solidao
Perdido nas sendas d’um improvavel pensamento
Lavando em lágrimas salgadas o meu lamento
Ele aproximou-se com doçura e estendeu-me a mão

E eu, que outrora, nada conhecia, oh Solidão
Levou-me a um horizonte tão desconhecido
Carregou-me para longe, e eu, tão envolvido
Em seus carinhos aliviei-me a aflição

Casei-me com ele em pensamento, oh Solidão
E decidi deixar-te à mercê do meu esquecimento
Contigo era somente dores e tormentos
Com ele, eu morro e ressuscito de Paixão

E nos amávamos com fervor, oh Solidão
E esquecia-me por completo de tua existência
Esquecia-me sempre daquelas tuas ‘reticências’
Que feririam-me o tao sedento coração

Mas não te assombres, no entanto, oh Solidão
Se visitar tua casa em tempo recorrente
Isto podes te parecer um tanto incondizente
Mas a distância torna-se o pivô desta questão

Tu não entendes portanto, oh Solidão
Nos dias que dele me encho de ausência
Meu coração implora por clemência
E  tropeço novamente em tuas mãos

E nesse choro de saudades, oh Solidão
As lágrimas pintam-me, no rosto, a Palidez
Suportando aos poucos desse amor, a excassez
Luto forçosamente a libertar-me de tua prisão

Mas não te felicites comigo, oh Solidão
Se, portanto, choro como fosse uma criança
Meu reencontro contigo é apenas passageiro
Meu coração bate impregnado de esperança
Ele me provará que seu amor é verdadeiro
E finalmente verei-me livre de tua perseguição.

                                                                      Gustavo Leão

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Ensaio sobre Nós!



Realmente somos um equilibrio...Somos tao diferentes e tao complementares que creio ser isso o que nos mantém sedentos, felizes e ‘completos’ em relação ao outro. Meu moribundo otimismo em relação à Felicidade e teu sutil pessimismo tão cheio de vigor a isso nos deixa tão felizes, em uma guerra, desejosos de ‘provar’ um ao outro que ‘não é bem assim’, mas que ‘pode ser bem assim também’. Adoro quando meu outro ser se revela em você. Adoro ver meus medos materializados nas tuas palavras, nos teus atos, até no teu beijo...Isso me faz sentir ‘pedaço’...e como tal, necessito de minha ‘metade’, e então, meu quebra-cabeças parece se ajustar...Tudo se encaixa e reparo que sou diferente, que sou especial, que sirvo a mim mesmo e à minha felicidade, à nossa felicidade...Por outro lado, vejo que preciso mudar, que preciso ser um pouco ‘os outros’ e sobreviver nessa selva escura e sedutora chamada Paixão!
Não! Não digo Paixão, porque ela passa...é como fogo em combustível líquido, queima rápido e já foi...Refiro-me a Amor mesmo, que é semelhante à fogo de Lenha, que vai queimando, consumindo aos poucos...sendo construído e reforçado vagarosamente, sutilmente aos poucos, com trocas, favores, sacrificios, mudanças, beijos e mais amores! É...é o amor! Existente até na alma dos descrentes, surge, semeia, floresce...delicado como vidro, bonito como cristal e resistente como diamante! E nessa lapidação do amor que as coisas vão-se ajustando, se adequando, se adaptando...E as almas se ‘aprisionando’ cada vez mais e decidindo a cada dia estarem mais unidas, mais próximas, mais cumplices e alimentando a reciprocidade, fortalecendo, criando raízes, memórias, músicas que durarão por muitissimo tempo...é...o Amor...Quem vai entender? Melhor sentir!

sábado, 14 de maio de 2011

Ensaio sobre a Morte

Sabe, não tenho medo da Morte...Tenho medo da Saudade que ela provoca!

A saudade é o sentimento mais urgente que existe. Felizmente existem saudades que se saciam em reencontros, em ligações, em desabafos, em lágrimas, em lembranças...
Infelizmente, existem saudades que são eternas...E piores ainda são aquelas que não foram regadas pelo consolo da 'Despedida'... Saudades temperadas com arrependimento são o câncer da alma, o cárcere dos sentimentos...
Hoje durante um enterro, fiquei a lembrar de tantos avós, tios, primos e amigos que ficaram para trás...tantos que não tive como homenagear com minhas lágrimas de despedidas...acabei regando arrependimentos e produzi frutos atrasados em meus olhos...Triste decepção...Que saudade...!
Pensei também a respeito da morte: Esse fenômeno de libertação espiritual, em que finalmente nos livramos deste invólucro precário e oxidável chamado CORPO e podemos ser plenos, em totalidade!
A alma é eterna...Fiquei feliz com a possibilidade de futuramente encontrar a todos em algum outro possível 'plano espiritual'. Mesmo que ele não exista, fico feliz, então. em encontrá-los no meu 'plano imaginário'....E caso ele (plano espiritual) exista...Será que vai demorar??? Nossa...Que Saudade...Será que vai demorar???
...

Mas mesmo que demore, será como um segundo diante da eternidade da alma!
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Será que no meu enterro, alguém sentira saudades?
...
Será que serei esquecido em um 'relicário', sozinho, morto, como naquela sala ao lado???
...
Será que serei honrado com boas lembranças?Com risos?
...
Hoje foi o falecimento do pai de uma amiga muito querida...Dedico este post a ela!Força, amiga!
Um ótimo dia a todos, regados de muitas saudades!!!!

domingo, 8 de maio de 2011

?

E quando as lágrimas não cessam? O que fazemos??
Simples...
Choramos num jardim!